Termina o prazo de adaptação das novas regras federais de logística reversa e uso do plástico reciclado
O lixo plástico é um problema universal. A reciclagem ainda é uma solução insuficiente para reduzir o impacto que já se vê na natureza: rios e mares infestados de garrafas PET e embalagens, colocando em risco a biodiversidade aquática. Dos cerca de, apenas cerca de um quarto retorna à indústria por meio da reciclagem. Mas as empresas instaladas no país serão obrigadas a contribuir para uma mudança nesse cenário.
A partir de agosto, as empresas que colocam embalagens plásticas no mercado passam a operar sob um novo conjunto de regras federais. Fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes terão de cumprir metas obrigatórias de logística reversa e de incorporação de plástico reciclado nas embalagens. O governo estabeleceu metas para reduzir o impacto no meio ambiente. Em 2026, as empresas terão de recuperar o equivalente a 32% das embalagens plásticas colocadas no mercado, percentual que aumentará gradativamente nos próximos anos.
Em vez de tratar a embalagem usada como lixo, a norma busca transformá-la em matéria-prima. Para isso, incentiva a expansão da coleta seletiva, fortalece cooperativas de catadores, estimula a instalação de pontos de entrega voluntária, amplia a demanda por resina reciclada e cria mecanismos de rastreabilidade para comprovar tanto a recuperação quanto a reincorporação do material reciclado. O objetivo é consolidar uma economia circular, na qual o plástico permanece em uso pelo maior tempo possível antes do descarte definitivo.
Na prática, a legislação torna fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes corresponsáveis por todo o ciclo de vida das embalagens. Não basta mais vender o produto: as empresas terão de comprovar que uma parcela equivalente do plástico colocado no mercado retornou à cadeia produtiva por meio da reciclagem.
Mais do que uma obrigação regulatória, a partir de agosto a destinação correta das embalagens passa a integrar a estratégia industrial das empresas, alterando a forma como o plástico é produzido, consumido e reaproveitado no país.















