O governo do Brasil começou a organizar medidas específicas para reduzir os impactos previstos para os próximos meses em diferentes regiões do país.
Entre os cenários considerados estão estiagem no Norte e Nordeste, chuvas intensas no Sul e temperaturas elevadas no Sudeste e Centro-Oeste, em meio à evolução do El Niño.
O conjunto de ações foi discutido na terceira reunião da Sala de Situação sobre o El Niño, coordenada pela Casa Civil, e envolve órgãos responsáveis por clima, recursos hídricos, defesa civil, saúde, energia, infraestrutura e segurança alimentar.
Entre os cenários monitorados estão estiagem no Norte e Nordeste, chuvas intensas no Sul – com acumulados de até 200 milímetros em sete dias em algumas áreas – e temperaturas elevadas no Sudeste e no Centro-Oeste.
Confira as oito medidas previstas pelo governo federal para combater o El Niño
1. Sala de Situação sobre o El Niño
Coordenada pela Casa Civil, reúne órgãos federais das áreas de clima, recursos hídricos, defesa civil, saúde, energia, infraestrutura e segurança alimentar para discutir e organizar respostas aos impactos do fenômeno em todo o país.
2. Plano Nacional de Enfrentamento à Estiagem Amazônica e Pantanal
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil já realizou oficinas em dez estados para reunir gestores locais, definir responsabilidades e organizar os procedimentos que deverão ser adotados em situações de emergência.
3. Abastecimento de alimentos para populações isoladas
O planejamento prevê ações voltadas a comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas, com utilização do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
4. Antecipação de estoques de combustíveis
O governo estuda antecipar estoques em localidades e corredores de transporte que possam ser prejudicados pela redução dos níveis dos rios na região Norte, onde a estiagem pode afetar o deslocamento e o abastecimento de comunidades.
5. Monitoramento climático contínuo
O Inmet, a ANA e o Cemaden acompanham os dados de chuva, temperatura e aquecimento do Oceano Pacífico para determinar a intensidade do fenômeno e orientar tanto as respostas emergenciais quanto as ações preventivas de médio e longo prazo.
6. Bases descentralizadas da Força Nacional do SUS
Estão previstas bases em Manaus, Belém e Porto Velho, com kits de saúde e protocolos para atendimento a municípios que eventualmente decretarem situação de emergência, além de acompanhamento específico aos distritos sanitários indígenas.
7. Controle de arboviroses
O governo monitora o risco de aumento da circulação de dengue, zika e chikungunya como consequência dos eventos climáticos extremos associados ao El Niño, que podem ampliar a proliferação do mosquito Aedes aegypti em diferentes regiões.
8. Articulação entre governo federal, estados e municípios
A partir das informações levantadas pela Sala de Situação, os órgãos federais deverão continuar trabalhando com estados e municípios para atualizar os planos de prevenção e definir medidas específicas de acordo com os riscos de cada região.













