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Mais barato

Preço dos alimentos cai 0,67% em julho e ajuda a conter inflação

Tomate, batata-inglesa, cenoura e café moído ficaram mais baratos no mês; alimentação dentro de casa recuou 1,14%
Tomates são itens que mais caíram de preço em julho • 15 de agosto de 2025. REUTERS/Mike Blake

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Os preços dos alimentos voltaram a dar alívio à inflação brasileira em julho. O grupo Alimentação e bebidas caiu 0,67% no mês, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A queda foi a maior contribuição para conter o índice oficial de inflação no período. Alimentação e bebidas exerceu impacto de 0,14 ponto percentual de redução sobre o IPCA, que avançou 0,07% em julho, abaixo dos 0,16% registrados em junho.

O movimento foi puxado principalmente pelos alimentos consumidos dentro de casa. A alimentação no domicílio recuou 1,14% em julho, aprofundando a queda observada nos preços de produtos importantes da cesta dos brasileiros.

Entre os destaques está o tomate, que ficou 29,09% mais barato e registrou o maior impacto negativo individual sobre a inflação do mês. Também houve quedas expressivas da batata-inglesa (-19,59%) e da cenoura (-14,41%).

A queda nos preços do tomate e da batata em julho está diretamente relacionada ao calendário agrícola. O mês costuma marcar o pico da colheita das safras de inverno do tomate e das safras de seca e inverno da batata em importantes regiões produtoras, especialmente no Sudeste e no Sul do país.

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Com um volume maior desses produtos chegando ao mercado ao mesmo tempo, há aumento da oferta, o que pressiona as cotações para baixo. É um movimento sazonal: a concentração da colheita amplia a disponibilidade nas centrais de abastecimento e tende a reduzir os preços pagos pelo consumidor.

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