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Mais lucrativa

Petrobras foi a 3ª petrolífera mais lucrativa no 1º semestre

Com grandes lucros motivados pela guerra no Irã e a produção recorde, empresa é cobrada por organizações para acelerar a transição energética.
Agência Petrobrás de Notícias/Divulgação

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Na semana passada, a Petrobras anunciou o 3º maior lucro líquido trimestral em seus quase 73 anos de história. De abril a junho, a petrolífera lucrou US$ 10,4 bilhões (R$ 52,4 bilhões), valor alavancado pela disparada dos preços do petróleo com os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã e pelo recorde de produção. Somado ao resultado do 1º trimestre, o lucro líquido da estatal nos seis primeiros meses de 2026 totaliza US$ 16,6 bilhões (R$ 84,9 bilhões).

No mesmo dia em que divulgou o lucro líquido do 2º trimestre, a Petrobras anunciou uma distribuição de dividendos de R$ 17,4 bilhões a seus acionistas por conta do excelente resultado financeiro. Considerando que o governo federal detém cerca de 30% do capital total da petrolífera, irá embolsar R$ 5,2 bilhões desse total. É menos de 30% dos R$ 17,7 bilhões gastos pelos cofres públicos até agora desde o início do conflito no Oriente Médio para subsidiar os preços dos combustíveis e, com isso, tentar evitar uma disparada da inflação. Lucro para quem mesmo?

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Com os números do 1º semestre, um levantamento do Poder 360 mostra que a Petrobras foi a 3ª petrolífera mais lucrativa de janeiro a junho, em uma lista com 10 gigantes do setor de petróleo e gás. A brasileira ficou muito atrás da líder do ranking, a saudita Aramco, que registrou lucro líquido de US$ 65,2 bilhões (R$ 333,6 bilhões). Mas muito próxima da segunda colocada, a estadunidense ExxonMobil, que lucrou US$ 18,7 bilhões (R$ 95,6 bilhões).

A companhia repetiu a posição do 1º semestre de 2025, quando lucrou US$ 10,7 bilhões (R$ 54,7 bilhões). Ou seja, o lucro dos primeiros seis meses de 2026 foi 55% superior ao de igual período do ano passado. É um percentual de crescimento semelhante à valorização da cotação média do tipo petróleo Brent, referência internacional, que subiu 54,1% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, para US$ 104 por barril.

O Poder 360 explica que seu levantamento considera o lucro líquido atribuível aos acionistas da controladora, sem o uso de resultados ajustados, que excluem efeitos diferentes a depender da metodologia adotada por cada empresa. O recorte não abrange todas as petrolíferas do mundo, mas uma amostra de companhias relevantes para o setor e com resultados comparáveis e já divulgados.

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Diante desses números, organizações da sociedade civil cobraram a Petrobras, destaca o Cenário Energia. Afinal, a petrolífera destinou 84% de seus investimentos no semestre passado para exploração e produção de petróleo e gás. Já os recursos destinados à área de gás e energias de baixo carbono no mesmo período somaram menos de 2% do total – e se concentraram em iniciativas relacionadas ao gás fóssil.

“A Petrobras é a maior empresa do país, com escala, engenharia e caixa que nenhuma outra tem. É justamente por isso que apostar tudo num ativo em declínio é o maior risco que ela pode correr. O estudo ‘A Petrobras de que precisamos’, lançado pelo Observatório do Clima em setembro de 2025, mostra que há um caminho financeiramente viável”, reforçam João Cerqueira e Mirela Coelho, pela campanha “A Petrobras de que precisamos”.

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