O período reprodutivo das araras-azuis-grandes já começou no Brasil. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (6) pelo Instituto Arara Azul, que registrou os primeiros ovos da temporada de 2026 em ninhos monitorados no Pantanal e no Pará
Os ninhos estão sendo acompanhados por pesquisadores e câmeras de monitoramento, que registraram os primeiros sinais do início de uma nova geração da espécie, considerada um dos principais símbolos da biodiversidade brasileira.
As araras-azuis costumam formar casais para toda a vida e, nesta época do ano, deixam os bandos para ocupar locais de reprodução. A maioria dos ninhos é construída em cavidades naturais de árvores de manduvi, essenciais para a sobrevivência da espécie no Pantanal.
Apesar da expectativa pelo nascimento dos filhotes nos próximos meses, a reprodução enfrenta desafios como a falta de árvores adequadas para nidificação, a competição por ninhos e a predação de ovos e filhotes por outras espécies.
Agora, a torcida dos pesquisadores é para que os ovos tenham sucesso e que novos filhotes de arara-azul possam ganhar os céus do Brasil em breve. 💙
Ciclo de reprodução da arara-azul
A temporada reprodutiva das araras-azuis varia conforme as condições climáticas, mas normalmente começa entre julho e setembro. Nessa fase, as aves deixam os grandes bandos e passam a viver em casais, que geralmente permanecem juntos por toda a vida.
Para se reproduzirem, as araras-azuis procuram cavidades naturais em árvores, principalmente os manduvis, espécie fundamental para a sobrevivência das aves no Pantanal. Com seus bicos fortes, ampliam pequenas aberturas na madeira e transformam o local em um ninho seguro para a postura dos ovos.
Após o nascimento dos filhotes, macho e fêmea dividem os cuidados até que os jovens estejam prontos para voar, o que acontece, em média, após três meses.
Ameaças enfrentadas pela espécie
Apesar dos avanços na conservação, a reprodução da arara-azul ainda enfrenta obstáculos. Um dos principais desafios é a redução das árvores de manduvi, provocada pelo desmatamento, incêndios e degradação natural, o que diminui a oferta de locais adequados para nidificação.
Além disso, os ninhos disputam espaço com outras espécies e estão sujeitos à ação de predadores. Quatis, gambás, tucanos, gralhas, gaviões e até formigas podem atacar ovos e filhotes.
A própria biologia da espécie também contribui para a baixa taxa reprodutiva, já que os casais dedicam mais de um ano aos cuidados com a prole antes de iniciar um novo ciclo reprodutivo.














