Em julho de 2026, a comercialização do milho da safra 2025/26 em Mato Grosso atingiu 64,29% da produção estimada, segundo boletim divulgado nesta segunda-feira (10/8) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O volume comercializado avançou 13,69 pontos percentuais no mês e ficou 3,18 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período da safra anterior, impulsionado pelos preços mais atrativos do cereal.
Apesar da safra recorde, a crescente demanda das usinas de etanol absorveu parcela significativa da produção. Assim, o mercado interno tornou-se competitivo diante do mercado internacional, reduzindo a pressão exercida pela elevada oferta de milho no Estado. Segundo o Imea, esse cenário sustentou as cotações, e o preço médio da safra avançou 2,34% no mês, para R$ 44,06 por saca.
Para a safra 2026/27, os produtores haviam comercializado 10,62% da produção projetada até julho de 2026. O percentual representa um avanço de 2,80 pontos percentuais no mês, mas ficou 0,39 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior.
O ritmo mais lento de negociação reflete a cautela dos produtores diante dos riscos climáticos associados ao El Niño e do aumento dos custos de produção, fatores que limitam as vendas antecipadas. Diante desse cenário mais desafiador para a safra 2026/27, as cotações permaneceram firmes. O preço médio avançou 3,08% no mês, alcançando R$ 46,12 por saca.
Soja
As vendas de soja da safra 2025/26 em Mato Grosso alcançaram 93,06% da produção total em julho, avanço de 5,38 pontos percentuais ante junho e de 4,34 pontos percentuais em relação ao mesmo período da safra anterior, segundo o Imea. O avanço da comercialização reduziu a disponibilidade do grão no Estado e contribuiu para a queda dos embarques, que somaram 3,49 milhões de toneladas no período.
As exportações mato-grossenses recuaram 25,85% ante junho e 12,32% em relação a julho de 2025. Com isso, a participação do Estado nas exportações brasileiras de soja caiu 6,43 pontos percentuais no comparativo anual.
O ritmo de comercialização da safra 2025/26 foi impulsionado pela valorização da soja no período. O preço médio da saca aumentou R$ 6,18 e fechou em R$ 121,11. Segundo o Imea, a alta refletiu a menor disponibilidade do grão durante o período de entressafra no Estado.
No mercado nacional, o Brasil também registrou recuo nos embarques de soja em julho, de 7,61% ante junho. Ainda assim, o país exportou 13,40 milhões de toneladas, volume 9,33% superior ao de julho de 2025 e recorde para o mês, sustentado pela maior demanda mundial pela oleaginosa.















