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Tomates 'históricos'

Tomates ‘históricos’ conquistam agricultores e chefs no Rio de Janeiro

Professor da UFRRJ começou acervo de frutos que já caiu no gosto de restaurantes e trouxe ganhos a agricultores familiares
Professor Antônio Carlos de Souza Abboud, responsável pela coleção, formada com novas sementes, doações, trocas com outras instituições e materiais coletados no Brasil e no exterior — Foto: Antônio Carlos de Souza Abboud/Arquivo pessoal

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Uma coleção de tomates que começou quase por acaso, há cerca de 25 anos, dentro da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), ganhou as cozinhas de restaurantes e passou a gerar renda para agricultores familiares no Estado. O acervo reúne mais de mil variedades, segundo o professor Antônio Carlos de Souza Abboud, e inclui frutos de diferentes cores, formatos, sabores e texturas.

Tudo começou quando Abboud, professor e agrônomo especializado em ciência do solo, recebeu uma pequena coleção de sementes da França e decidiu plantá-las. O que inicialmente era um hobby cresceu com a chegada de novas sementes, doações, trocas com outras instituições e materiais coletados no Brasil e no exterior.

Ao longo dos anos, o professor passou a usar os tomates em aulas, trabalhos acadêmicos e eventos de extensão rural. A coleção também chamou a atenção de chefs de cozinha. A primeira degustação ligada à gastronomia ocorreu em 2016 e abriu caminho para uma rede que aproximou universidade, agricultores e restaurantes.

Hoje, segundo Abboud, o acervo tem tomates históricos originários de países como Itália, França, Espanha e Estados Unidos, além de materiais coletados em diferentes regiões brasileiras, como Bahia, Amazônia e Roraima.

A diversidade é uma das principais características da coleção. Há frutos brancos, amarelos, verdes, marrons, rosas, alaranjados, roxos e quase pretos, além de formatos e tamanhos variados. A diferença, inclusive, não está apenas na aparência.

“Tem tomate doce, azedo, frutado, mais ácido, com pouca semente, com textura crocante, textura macia. A gente tem todas as nuances de sabor, de gosto e de textura”, explica Abboud.

É justamente essa diversidade que atraiu o chef Elia Schramm, do Babbo Osteria, em Ipanema, na zona sul do Rio. Ele conheceu o trabalho de Abboud há cerca de sete anos e já tinha familiaridade com algumas variedades por ter trabalhado na Europa. Segundo Schramm, o que encontrou na coleção da UFRRJ foi algo diferente do que estava acostumado a ver no Brasil.

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