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Conservação da fauna silvestre

Reserva em Minas Gerais reabilita animais silvestres

RPPN Jacob já resgatou e devolveu à natureza mais de 90 animais, com projetos inovadores de reabilitação, monitoramento e soltura
A reintrodução do tamanduá-bandeira ao habitat natural é um processo cuidadoso e demorado. Foto: Engie Brasil

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A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Jacob vem se consolidando como uma importante referência nacional para a conservação da fauna silvestre, especialmente dos tamanduás-bandeira, uma das espécies mais emblemáticas e ameaçadas do Cerrado brasileiro. Além dos tamanduás, outras espécies de animais silvestres já foram resgatados e reintroduzidos em sue habitat natural: 25 maritacas, 15 papagaios-verdadeiros, 9 emas, 9 araras-canindé, 14 quatis, 2 veados-catingueiros e 1 coruja-da-igreja.

Desde que a reserva foi criada, cerca de 90 animais silvestres já passaram pelo processo de reabilitação, monitoramento e soltura e 14 eram tamanduás-bandeira. O recinto dos tamanduás conta com toda uma infraestrutura que imita o habitat real. Depois de soltos, os animais são monitorados por pelo menos um ano, com suporte de aparatos tecnológicos com recursos, como GPS e monitoramento por onda de rádio UHF.

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monitoramento de fauna

Depois que são soltos, os animais seguem sendo monitorados para garantir sua reintrodução à natureza. Foto: Engie Brasil

Em 2025, a reserva passou a desempenhar papel estratégico na implementação de um protocolo elaborado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para a reabilitação de tamanduás-bandeira resgatados ainda filhotes e submetidos a cuidados intensivos. A combinação entre o recinto especializado e o conhecimento científico gerado pelo Projeto TamanduAsas fortaleceu a RPPN Jacob como um dos principais pólos de conservação da espécie no país.

Além dos esforços de reabilitação e soltura, a reserva também participa de iniciativas de pesquisa e inovação voltadas ao monitoramento da saúde dos animais. Uma parceria entre a NobilisFauna, a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Smithsonian, dos Estados Unidos, e a empresa de tecnologia médica Medtronic, que possibilitou a implantação de dispositivos subcutâneos em tamanduás para acompanhamento de indicadores fisiológicos e de saúde, gerando informações inéditas para apoiar ações de conservação.

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Tamanduá em viveiro, em processo de reabilitação para vida livre. Foto: Engie Brasil

Reserva Particular do Patrimônio Natural  Jacob

Com 358 hectares de área protegida, a reserva recebeu o nome em homenagem a Agripino Jacob, antigo proprietário das terras onde hoje está localizada a unidade de conservação. Em 2018, quando assumiu a concessão da Usina Hidrelétrica Miranda,  ENGIE Brasil tem investido aproximadamente R$ 50 mil por mês na revitalização da infraestrutura da reserva e na construção de parcerias voltadas à pesquisa, reabilitação e conservação da biodiversidade.

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Coruja resgatada na RPPN Jacob. Foto: Engie Brasil

Um dos principais marcos dessa trajetória ocorreu em 2020, quando foi estabelecida a parceria com o Instituto Estadual de Florestas (IEF) de Minas Gerais para o desenvolvimento do Projeto Áreas de Soltura de Animais Silvestres (ASAS). A iniciativa transformou a RPPN Jacob em um local de acolhimento para animais que passaram pelo Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras-MG) e estão aptos a retornar à natureza após receberem cuidados especializados.

No ano seguinte, a atuação da reserva foi ampliada com a chegada do Projeto TamanduAsas, desenvolvido pelo IEF com parceria da NobilisFauna e outros atores.

 

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Tamanduá-bandeira, espécie do Cerrado brasileiro, resgatado na RPPN Jacob. Foto: Engie Brasil

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