Vinte territórios indígenas localizados no estado de São Paulo foram selecionados para integrar a terceira fase do programa Programa de proteção ambiental destina R$ 3,45 milhões para comunidades indígenas em São Paulo. A iniciativa, gerida pela Fundação Florestal, contará com um investimento total de R$ 3,45 milhões para financiar planos de conservação e remunerar agentes ambientais locais. Cada comunidade contemplada poderá receber repasses de até R$ 172 mil para executar projetos com duração de 12 meses, focados na proteção de áreas vulneráveis da Mata Atlântica e do Cerrado.
Nesta nova etapa, o programa expande geograficamente sua atuação ao incluir sete áreas inéditas, abrangendo aldeias em municípios como Itanhaém, Tapiraí e Barão de Antonina, além de dar continuidade aos trabalhos em outros 13 territórios. Os recursos serão aplicados em cinco frentes operacionais: monitoramento e fiscalização territorial, prevenção e combate a incêndios florestais, restauração de ecossistemas, estruturação do turismo socioambiental de base comunitária e valorização da cultura ancestral. Na prática, a estratégia oficializa e remunera os povos originários por atuarem como uma barreira ecológica contra o avanço do desmatamento.
Os dados acumulados desde a criação da iniciativa, em 2022, dimensionam o impacto dessa gestão compartilhada entre o poder público e os indígenas. Nas duas fases anteriores, as rondas de monitoramento percorreram mais de 1.800 quilômetros em ações de vigilância e pesquisa de biodiversidade.
No campo da recuperação florestal, as comunidades foram responsáveis pelo plantio de 15 mil mudas nativas, além de erradicarem plantas invasoras em cerca de 15 hectares. O fomento ao turismo sustentável também já rendeu frutos, atraindo mais de 1.500 visitantes para as áreas protegidas.
O fortalecimento do modelo indica uma mudança na forma como as políticas de preservação são conduzidas no estado. Segundo a direção da Fundação Florestal, a eficácia da resiliência climática paulista depende diretamente do reconhecimento e da autonomia das populações que habitam as áreas de preservação, aliando conservação ambiental à justiça social.
Com a consolidação desta terceira fase, os investimentos históricos no programa ultrapassam a marca de R$ 6,4 milhões, inserindo-se em uma rede mais ampla de 61 projetos de remuneração por serviços ambientais atualmente ativos no estado.















