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Investigação da ONG Mercy For Animals

Mundo mata 7 bilhões de pintinhos por ano, aponta investigação

Investigação da ONG Mercy For Animals mostra separação e morte de filhotes recém-nascidos por não servirem à produção de ovos. Tecnologia que identifica o sexo ainda no ovo evitaria a prática, mas ela ainda não é disseminada globalmente.

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Recém-saídos do ovo, pintinhos machos são separados das fêmeas e mortos horas depois de nascer. A cena, registrada por uma nova investigação da organização de proteção animal Mercy For Animals dentro de um incubatório comercial, expõe uma rotina que a indústria de ovos mantém há décadas: como os machos não põem ovos e não geram retorno financeiro, são descartados logo após a eclosão.

A prática é conhecida como abate de pintinhos. Segundo estimativa citada pela organização, cerca de 7 bilhões de filhotes machos são mortos anualmente em incubatórios ao redor do mundo — o equivalente a cerca de 200 por segundo.

Existe hoje uma tecnologia capaz de identificar o sexo do pintinho ainda dentro do ovo, antes da eclosão — o que evita por completo a necessidade de matar os machos recém-nascidos depois que já nasceram. A chamada sexagem in ovo já é usada comercialmente em mercados como o Brasil e os Estados Unidos. Mas isso não é disseminado no mundo, o que leva ao abate de bilhões de animais.

O que a investigação descobriu?

A investigação esteve em um incubatório comercial para entender como o abate é feito. Dependendo da instalação, os métodos usados no abate tradicional incluem maceração e gaseamento.

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Na trituração, os animais são colocados vivos em um equipamento com lâminas ou rolos giratórios e mortos. Depois, seus restos mortais são descartados.

Na técnica de gaseamento, eles são colocados em uma câmara fechada onde o ar é substituído por um gás — geralmente dióxido de carbono (CO₂) em alta concentração, às vezes combinado com nitrogênio. A ideia é que os animais percam a consciência por asfixia antes de morrerem.

A maior parte dos animais são machos descartados porque não tem potencial produtivo. De acordo com a organização, algumas indústrias pelo mundo até impulsionam a doação desses animais, mas não há vazão suficiente para o volume de nascimento.

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