O circovírus fez o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) ampliar, desde a última segunda-feira (14), a atuação na emergência sanitária envolvendo as ararinhas-azuis. 39 delas foram afetadas pelo vírus e permanecem no criadouro em Curuçá, Bahia. Outras 69, e duas araras maracanãs, que testaram negativo, foram transferidas para o Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna), da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina (PE), com o objetivo de prevenir o contágio.

Foto: Divulgação | ICMBio
As ações incluem fiscalização, manejo especializado, alimentação, acompanhamento veterinário, coleta de material biológico, testagem, quarentena, isolamento sanitário e medidas de biossegurança, além de outras providências necessárias à proteção e ao controle sanitário das aves. No Cemafauna, as não negativadas permanecem em quarentena, sob acompanhamento técnico e veterinário, e passam por novos ciclos de testagem.
A emergência sanitária teve início após a identificação de indícios de circovírus em um filhote de ararinha-azul nascido em vida livre. A confirmação levou o ICMBio a intensificar o acompanhamento e a adotar medidas para investigar e conter a circulação do vírus. A continuidade das ações está assegurada por decisão da Justiça Federal, que reconhece a possibilidade de atuação direta do instituto na execução das medidas.
A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) é uma espécie endêmica da caatinga brasileira, considerada extinta na natureza e atualmente objeto de ações de conservação e reintrodução. Nesse contexto, o controle sanitário e o acompanhamento técnico e veterinário são fundamentais para a proteção das aves e para a continuidade dessas estratégias de conservação.















