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Trump avança em plano de acabar com proteção a florestas nacionais dos EUA

Governo do “agente laranja” avança com plano para liberar 180 mil km² de áreas selvagens para construção de estradas e exploração madeireira.
Wilderness.org UFSF Flickr

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Não há um só dia de paz para o clima e o meio ambiente com Donald Trump na presidência dos Estados Unidos. A mais nova desgraça promovida pelo “agente laranja” envolve a revogação de uma regra de 25 anos que impede a exploração madeireira, a construção de estradas e outros empreendimentos em florestas nacionais do país.

Na 3ª feira (18/8), a secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, afirmou que o Serviço Florestal do país pretende revogar a “Regra de Conservação de Áreas Sem Estradas”, estabelecida em 2001, durante a presidência de Bill Clinton, informam New York TimesAP e Wall Street JournalA revogação acabaria com a proteção de cerca de 180 mil km² (área quase do tamanho do Paraná) de terras florestais, abrindo caminho para a exploração madeireira, a construção de estradas e outros empreendimentos em algumas das florestas mais renomadas do país, destacam Al JazeeraScientific American e LA Times.

O governo Trump alega que a regra é uma restrição inflexível que frustrou gestores de terras e serviu de obstáculo à redução dos riscos de incêndios florestais. “Nossas florestas não podem se dar ao luxo de mais uma década de inação. Em todo o país, temos visto condições evitáveis, vegetação excessiva, surtos de insetos e doenças transformarem paisagens saudáveis em verdadeiros barris de pólvora”, disse Brooke em um comunicado.

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Mas, nas entrelinhas, a revogação representaria uma grande vitória para os estados governados por republicanos e para os grupos industriais que há anos argumentam que as proibições prejudicam o desenvolvimento econômico. Mais de uma dúzia de ações judiciais tentaram, sem sucesso, derrubar a regra.

Já ambientalistas afirmam o óbvio: o plano do “agente laranja” destruiria paisagens intocadas, incluindo habitats cruciais para espécies migratórias e nascentes de importantes fontes de abastecimento de água municipais. Por isso, espera-se que grupos de defesa ambiental ajuizem ações para impedir a revogação.

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