Uma pescadora esportiva chamou atenção nas redes sociais nessa quarta-feira (5), ao registrar a captura de um peixe com coloração avermelhada, diferente das espécies comumente encontradas em Mato Grosso. Na publicação, Luana Karine classificou o animal como um “pacu vermelho”, mas a identificação gerou curiosidade entre internautas e precisou ser esclarecida por um especialista.
Ao Primeira Página, o biólogo e perito ambiental Thiago Paiva de Paula explicou que o peixe, na verdade, se trata de uma pirapitinga ou caranha (Piaractus brachypomus) e que a tonalidade avermelhada está relacionada à alimentação da espécie.
Diferente do pacu, espécie bastante conhecida na bacia do Rio Paraguai, onde está localizada grande parte do território mato-grossense, a pirapitinga capturada no Rio Teles Pires é uma espécie associada à bacia Amazônica, segundo o biólogo.
A coloração diferente das escamas dos peixes registrada pela pescadora pode ser explicada pela alimentação e presença do composto orgânico chamado carotenoides, adquirido na dieta da espécie.
Ao se alimentar de alguns organismos e absorverem o composto presente no corpo das presas, a ‘reação’ é a mudança da coloração das escamas para alaranjada ou avermelhada, como pontua o especialista.
Conheça a pirapitinga 🐟
Conforme o portal Águas Amazônicas, a pirapitinga se alimenta de frutas e sementes e é encontradas em rios de águas branca, preta e clara. A espécie migratória e os cardumes são facilmente identificados por pescadores pelo costume de nadarem na superfície dos rios.
Além disso, o peixe é considerado um dos maiores de escama da região amazônica e tem importância comercial para fins de consumo. O animal de águas doces possui formato arredondado, com corpo bastante alto e comprido, podendo atingir até 88 centímetros.
A cabeça da pirapitinga é minúscula em relação ao tamanho do corpo e possui uma coloração que varia: cinza arroxeada nos adultos, e cinza claro com manchas alaranjadas nos jovens. Pode ultrapassar 20 anos na natureza.















