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Pantanal MT

Fotógrafo registra três onças juntas em árvore durante expedição no Pantanal de MT

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O fotógrafo Marcello Cavalcanti registrou uma cena rara durante uma expedição pelo Pantanal: três onças-pintadas reunidas sobre uma árvore caída às margens de um rio. O flagrante ocorreu no último dia da viagem e, segundo o fotógrafo, a cena durou cerca de três minutos. Cavalcanti contou que já realizou 10 incursões pelo Pantanal, mas afirmou que não estava preparado para o que encontrou naquela ocasião.

A fotografia foi feita quando a luz do dia já começava a desaparecer e a expedição se aproximava do fim. De acordo com o relato publicado pelo fotógrafo, a onça conhecida como Medrosa deixou o local onde mantinha os dois filhotes e atravessou o rio a nado. Ao chegar à outra margem, em vez de seguir para a mata, subiu em uma grande árvore caída à beira da água.

A fêmea se acomodou sobre o tronco e, pouco depois, um dos filhotes se posicionou ao lado dela. O segundo, mais agitado, brincou com a mãe antes de também se acomodar na árvore.

“Ela se deitou bem no meio. Um filhote veio e se acomodou à esquerda. O outro, mais serelepe, ainda brincou um pouco, mordeu a cara da mãe, e só então tomou a direita. Três onças, a mesma distância uma da outra. A mata fechava a moldura em volta da árvore seca. Galhos soltos e cipós servem de linha, costurando tudo aquilo junto”.

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A composição chamou a atenção de Cavalcanti, que estava em um barco com outros integrantes da expedição. Segundo ele, apenas dois ou três barcos acompanhavam a cena e o grupo permaneceu em silêncio enquanto observava os animais.

“Silencio total. Reverência ao que estávamos presenciando”.

O fotógrafo relatou que a cena foi se formando aos poucos, até que as três onças ficaram posicionadas sobre a árvore, cercadas pela vegetação. Galhos e cipós completavam o enquadramento registrado pela câmera.

A formação, porém, durou pouco. Um dos filhotes voltou a se movimentar e provocou o irmão. Em seguida, os animais deixaram o tronco e a cena se desfez.

Na publicação, Cavalcanti descreveu o momento como o registro que acabou se tornando o retrato da expedição e agradeceu ao Pantanal pela experiência. Ao final, destacou o Corixo Negro, onde a cena foi registrada, como um lugar especial.

“Vimos, desde o inicio, aquele quebra-cabeça visual se montar, peça por peça, até tudo fazer sentido e a foto aparecer.. uma cena que durou apenas três minutos. “Então o serelepe, inquieto, levantou pra provocar o irmão. A cena se desfez. Cada um desceu pra um galho da margem, e o altar voltou a ser árvore”.

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